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CAPÍTULO 8- A CHINA MILENÁRIA

 


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A China

Desde os tempos mais remotos, a China se destaca como uma das civilizações mais antigas e resilientes da Terra. Este povo milenar, já organizado e com tradições estabelecidas, foi testemunha e participante dos primeiros surtos evolutivos do planeta, antes mesmo da chegada das almas exiladas de Capela. A história da China, portanto, remonta a épocas muito antigas, onde a misericórdia divina sempre acompanhou seu progresso, mesmo diante das aparentes estagnações evolutivas que podem ser observadas em tempos mais recentes.

A Cristalização das Ideias Chinesas

O isolamento voluntário da China, semelhante ao da Índia, resultou em uma cristalização de ideias que limitou seu progresso espiritual e material. O universo, em sua sabedoria, promove a interdependência e a troca constante entre seres e mundos. A estagnação chinesa, causada por uma resistência ao intercâmbio com outras culturas, retardou seu avanço no caminho do conhecimento e da fraternidade universal, apesar da profundidade espiritual que a caracteriza.

Fo-Hi

Fo-Hi, uma figura central na história espiritual da China, foi um dos primeiros missionários enviados por Jesus para guiar o povo chinês. Ele compilou conhecimentos espirituais avançados e seus ensinamentos, codificados no "Y-King", são símbolos de uma ciência espiritual altamente evoluída. Através de Fo-Hi e outros sábios que o antecederam, a China recebeu uma base sólida de sabedoria que preparou o terreno para futuros ensinamentos, como os de Confúcio.

Confúcio e Lao-Tsé

Confúcio, como missionário do Cristo, integrou e revitalizou as tradições espirituais da China, especialmente as de Lao-Tsé. Lao-Tsé, que viveu seis séculos antes de Jesus, trouxe ensinamentos de elevada sabedoria moral e espiritual, destacando a generosidade divina e a importância da inspiração espiritual. Confúcio, ao adotar essas lições, contribuiu para a preparação da humanidade para os ensinamentos de Jesus, demonstrando a continuidade do cuidado divino com todos os povos.

O Nirvana

O culto aos antepassados é um dos pilares da fé chinesa, evidenciando a crença na imortalidade e nas relações com o plano espiritual. No entanto, a interpretação errônea do Nirvana, visto como uma quietude passiva ou aniquilação do ser, limitou o progresso espiritual da China. O verdadeiro Nirvana é a união da alma com Deus, um estado de harmonia ativa e contínua, onde cada ser tem uma função específica na criação.

A China Atual

A interpretação equivocada do Nirvana e o isolamento cultural contribuíram para a estagnação da alma chinesa nos últimos séculos. Apesar das conquistas materiais e da intervenção de forças externas, como o Japão, o espírito chinês, resiliente e paciente, permanece intacto. O verdadeiro desafio da China atual é integrar-se à comunidade global, compartilhando e aprendendo com outras nações, sem perder sua essência espiritual.

A Edificação do Evangelho

A mensagem direta do Cristo ainda não alcançou plenamente a China, mas há esperança de que um novo despertar espiritual ocorra. As sombras do passado serão dissipadas pela luz do Evangelho, e a China, símbolo de paciência e perseverança, terá um papel importante na construção de um futuro mais fraterno e iluminado, onde as virtudes do Evangelho se manifestarão em sua plenitude.

Conclusão

A história espiritual da China é uma demonstração clara da assistência contínua e misericordiosa do Cristo para com todos os povos da Terra. Embora a China tenha passado por períodos de estagnação devido ao isolamento e a interpretações limitadas de conceitos espirituais, ela sempre foi e continua sendo um foco de evolução espiritual. A China, com sua paciência e perseverança, está destinada a reencontrar seu caminho na luz do Evangelho, contribuindo para a grande fraternidade entre os povos, como parte do plano divino que guia a humanidade em direção à compreensão do Amor e da Verdade.



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