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CAPÍTULO 20- RENASCENÇA DO MUNDO




Movimentos regeneradores:


Sob a orientação de Jesus, grandes assembleias espirituais no século XIV traçaram planos para renovar a humanidade, conduzindo o mundo ao Renascimento. A Península Ibérica tornou-se berço das grandes navegações, liderada por Henrique de Sagres, expandindo os horizontes geográficos e espirituais. Precursores da Reforma contestavam os abusos religiosos, enquanto reencarnações de antigos sábios gregos e romanos contribuíam para o florescimento artístico na Itália. Assim, cada nação europeia foi organizada sob a tutela do Cristo para cumprir missões específicas no progresso coletivo, beneficiando-se de invenções como a bússola e o papel, que facilitaram o avanço cultural e material.

Missão da América:

A descoberta da América foi parte de um plano divino, estabelecendo o continente como um campo regenerador para espíritos em busca de redenção. Sob orientação espiritual, os Estados Unidos foram designados como "o cérebro" da futura civilização planetária, simbolizando o progresso material, enquanto o Brasil foi definido como "o coração", irradiando fraternidade e espiritualidade. A colonização, mesmo com seus abusos e injustiças, promoveu um recomeço espiritual para muitas almas, preparando o continente para sua missão de paz e união no futuro.

O Plano Invisível e a colonização do Novo Mundo:

O processo de colonização americana foi influenciado tanto por degredados materiais quanto por espíritos elevados reencarnados com missões redentoras. Esses pioneiros criaram nações fundadas na fraternidade e no amor, aproveitando as lições das lutas e fracassos da Europa. A América tornou-se uma projeção espiritual de um continente europeu mais sábio e experiente, comprometido com a solidariedade humana e a busca pela harmonia internacional.

Apogeu da Renascença:

O Renascimento marcou o auge do plano de renovação espiritual e cultural iniciado pelo Alto. A invenção da imprensa e o florescimento das artes e letras evidenciaram o esforço dos espíritos superiores em despertar a humanidade para uma nova era de conhecimento. Reencarnações de artistas e pensadores da Grécia antiga trouxeram à Itália o esplendor de um período clássico, enquanto a literatura e a ciência começavam a se libertar das amarras medievais, promovendo o avanço intelectual e espiritual.

Renascença religiosa:

A Igreja, desviada de sua missão espiritual, foi impactada pela Reforma, liderada por missionários como Lutero, Calvino e Erasmo. Apesar de suas limitações e extremismos, Lutero foi instrumento da repulsa geral contra os abusos eclesiásticos, denunciando a venda de indulgências e a corrupção do clero. Embora sua doutrina não representasse o ideal espiritual, seu esforço foi fundamental para a reforma religiosa que abriu caminho para maior liberdade de pensamento e espiritualidade.

A Companhia de Jesus:

A fundação da Companhia de Jesus, sob a liderança de Inácio de Loyola, marcou um esforço contrário às luzes da liberdade espiritual. Embora muitos jesuítas fossem dedicados à educação e à evangelização, o jesuitismo, como movimento organizado, tornou-se uma força de repressão e controle, contribuindo para os horrores da Inquisição. O Tribunal do Santo Ofício manchou a história com perseguições, torturas e execuções, desviando-se completamente dos ensinamentos de amor e perdão de Jesus.

Ação do jesuitismo:

A Companhia de Jesus promoveu atraso moral e intelectual, silenciando vozes de progresso e oprimindo até mesmo padres sinceros. O papa Clemente XIV, ao tentar extinguir a ordem em 1773, sofreu retaliações violentas, mostrando o alcance da ambição e da corrupção espiritual. Essa ação nefasta deixou marcas profundas no ocidente, mas também serviu como aprendizado para a humanidade sobre os perigos do poder usado para fins egoístas.

Reflexões espirituais:

Os Movimentos Regeneradores demonstram o esforço incansável dos mensageiros do Cristo em orientar a humanidade, mesmo nos períodos mais conturbados. Cada avanço e cada erro fazem parte de um processo contínuo de aprendizado, guiando as nações e os indivíduos para uma era de maior compreensão espiritual e fraternidade. Sob a luz do Espiritismo, esses eventos mostram que, apesar dos desvios, a presença do Cristo é constante, conduzindo a evolução do planeta em direção ao bem maior.


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